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Com aposentadorias de apenas 1 real, previdência privada do Chile espera que cliente viva até 120 anos

Privatizada em 1981, durante a ditadura Pinochet, o sistema Chileno produz distorções: em média, clientes recebem apenas 30% do valor do salário

Com o passar dos anos, a rotina de Sergio Cancino pouco tem mudado. Aos 72 anos, ele ainda precisa acordar cedo quatro dias por semana, pegar metrô e ir até um supermercado no centro de Santiago, onde trabalha como caixa. No dia livre, quase sempre vai visitar seu advogado. Desde o ano passado, ele move uma ação tentando recuperar o dinheiro investido numa das empresas administradoras de fundo de pensão. Leia mais

Meus comentários:

É isso mesmo que você quer para você?

Você acredita mesmo que a previdência privada vai resolver o seu problema de aposentadoria?

Você não está muito preocupado, pois já se aposentou?

Então você acredita mesmo que os aposentados estão garantidos?

Você já ouviu falar de expurgos inflacionários (achatamento) na aposentadoria?

E você não está interessado na situação dos seus filhos e netos?

Como é que você vai fazer quando os seus filhos não tiver emprego e nem aposentadoria? Vai ignorá-los?

Eu teria muito mais perguntas a lhe fazer, mas se você for honesto com você mesmo e responder a estas perguntas para você mesmo (a redundância é proposital), já é um bom começo.

Por hoje, o que tenho a lhe dizer é que se a proposta de demolição da Previdência Pública do governo temer for aprovada, esse é o futuro que aguardam os brasileiros.

Resumo da ópera: nem o Banco Mundial e o FMI não recomendam mais esse tipo de "reforma".

Ou seja, nem aqueles que receitaram essa porcaria aos chilenos tem coragem de prescrever essa droga, pois está provado que ela mata.

E mata da pior forma possível, mata de fome.

Portanto, o exemplo da malfadada experiência chilena está ai.

Só não vê quem se informa apenas pela grande mídia.

Ai você me pergunta:

O que fazer?

A resposta é:

Não aceitar.

Não aceitar como?

Não aceitando.

Como é que se faz isso?

Indo para às ruas prorestar.

E funciona?

Sempre funcionou.

Não dá para fazer nada pela internet?

Sim!

Tem muita coisa que dá para ser feita pela internet.

Olha eu aqui postando esse texto.

Discutir na fila da lotérica ajuda?

Ajuda!

Mas tudo é complemento.

Ainda não se inventou outra maneira de fazer isso.

Nada substitui as manifestações de ruas.

É das ruas que eles escutam o seu grito.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 09:47
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Reforma da Previdência: Base de Temer pressiona e ele "recua", em parte.

Conforme eu disse em A reforma da Previdência é mais grave do que parece:

¨O movimento sindical está começando entender a profundidade da coisa.

E o que é melhor, começa a acertar o tom.

Começa a entender que não se trata de mais uma reforma, mas sim, de uma demolição
".

Ou seja, o Temer conseguiu algo que é o sonho de todo governo, ele se tornou uma unanimidade. 

A tal "Reforma da Previdência Social" acabou unificando o povo contra ele e o seu governo.

Foi isso que levou Temer a fazer o fracionamento da reforma.

É isso mesmo, fracionar, pois ele não retirou os servidores públicos estaduais e municipais
 da tal "reforma", ele apenas tenta dividir os trabalhadores na tentativa de que isso irá arrefecer os ânimos da classe trabalhadora.

E porque digo isso?


É que ao delegar aos estados e municípios a tarefa de fazer as suas respectivas reformas ele deixa os trabalhadores em situação ainda pior.

Nas mãos dos governos estaduais de alguns estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Espirito Santo, onde eles controlam literalmente tudo, imprensa, Legislativo, judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas, os trabalhadores vão amargar medidas ainda piores.

E ainda tem uma outra situação, a maioria dos trabalhadores municipais são segurados do Regime Geral, que é mais conhecido como INSS, que é a sigla da autarquia federal que o administra, pois a maioria dos municípios não regulamentaram os seus Regimes Próprios.

Isso sem contar que mesmo onde o Regime Próprio está regulamentado, uma lei municipal pode voltá-los para o INSS.

Volto a reafirmar, o movimento sindical e popular acertou o tom e não vai engolir esse engodo.

A tendência é intensificar ainda mais as suas ações contra todos os desmontes que estão em tramitação no Congresso Nacional. 

E o grande problema é que o desmonte não é apenas da previdência
,  Tem ainda a dita "reforma trabalhista" que acaba com toda a legislação trabalhista e a terceirização "ampla, geral e irrestrita" termina de fazer a situação dos trabalhadores voltar ao final do século XIX.

Com a prevalência do negociado sobre o legislado, tudo que era conquista, como férias, 13º
, FGTS, INSS, horas extras, jornada de trabalho e tantos outros, terão que ser negociado com o patrão.

E com a terceirização "ampla, geral e irrestrita", caso o seu patrão não consiga fazer a direção do seu sindicato engolir o fim dos seus direitos, em nome da "empregabilidade", ele contrata uma "gata" que já vem com o pessoal "adestradinho" para aceitar qualquer coisa.

A minha avaliação é de que os governistas subestimaram 
a capacidade de reação dos trabalhadores e estão avaliando mal os seus desdobramentos.

Os golpistas tentaram de tudo para colocar uma "cortina de fumaça" sobre o que esta acontecendo no congresso e nada deu certo.

Apostaram nas festas de fim de ano, no carnaval, na propaganda, na "Lista do Janot"
, inauguração da tranposição do Rio São Francisco, na "Carne podre" e até na prisão e intimidação dos blogueiros que eles não conseguem comprar.

E nada deu certo.

Agora já devem estar preocupados com a "malhação do Judas" e o 1º
 de maio.

E para aqueles que acham que eu tenho escrito pouco, a explicação é simples: estou adorando e aplaudindo as ações. 

Nos últimos nove anos este blog funcionou como uma trincheira para o enfrentamento desse tema.

Mas agora é o momento de aproveitar o que foi produzido de teoria e ir para a ação concreta, ou seja, ir para as ruas.

E por sorte, desta vez o movimento sindical e social está praticamente todo no caminho certo, tem produzido
 e reproduzido boas coisas, e as redes sociais estão povoadas de "memes".

Desta vez, até os militontos
 entenderam a gravidade da coisa e principalmente a urgência de irem às ruas.

Tem mais, a minha principal preocupação é a de desmistificar a infinidades de mitos que costuma surgir sobre esse tema.

Outra coisa que eu luto incessantemente é para que as lideranças dos trabalhadores não usem de falácias para se contraporem às propostas dos governo.

Por ocasião da reforma do Lula, se produziu muitas mentiras e porcarias, mas desta vez o governo foi tão cruel na sua proposta que o movimento sindical ainda nem conseguiu se apropriar de toda as maldades.

E é até melhor que seja assim, pois se a classe trabalhadora for bombardeada com toda a munição que as lideranças tem à sua disposição, corremos o risco d
o conjunto dos trabalhadores acharem que as suas lideranças estão exagerando como fizeram na reforma do Lula.


O conjunto de maldades é tão grande que até mesmo as lideranças vão levar um bom tempo para entender toda a sua extensão, sua gravidade, e, principalmente, a quantidade de maldades e perversidades que estão nessas 
propostas em tramitação no Congresso Nacional.

Portanto, não vou "aproveitar a onda". Quem me conhece sabe que não tenho esse perfil.

Depois que a poeira baixar, a minha esperança é que o movimento sindical deixe de ser apenas reativo nesse tema e passem a dar a atenção que ele exige, pois ele está no centro da luta de classes.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 10:21
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Entidades debatem transferência de planos de benefícios de fundos de pensão

Na última segunda-feira (20/2), a Anapar promoveu um debate no Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF), com representantes de diversas entidades de trabalhadores, participantes e assistidos de fundos de pensão.

Em discussão, a proposta apresentada pelo governo para a regulamentação das transferências de planos de benefícios de fundos de pensão, entre entidades fechadas de previdência complementar. Conforme temos alertado, nossa preocupação é que o processo de transferência venha a facilitar o direcionamento dos recursos da previdência fechada para os bancos privados, como abordamos em nosso Boletim 602. Leia mais

Meus comentários:

E os golpistas atacam por todos os lados.

Eles querem também os recursos que os trabalhadores acumularam em seus fundos de pensão.

Enquanto isso tem muita gente que não quer entender o motivo dos ataques que os dirigentes eleitos pelos fundos de pensão estão sendo vítima.

É uma pena que os trabalhadores em geral e a maioria dos dirigentes sindicais não se interesse por esse tema.

Leia também:

Fundos de Pensão: entre riscos e virtudes



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 13:21
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Reforma da Previdência provoca corrida aos postos do INSS

Total de benefícios concedidos teve alta de quase 30,9% no ano passado em relação a 2015

Prestes a ser discutida no Congresso Nacional, a reforma apresentada pelo governo Temer, que vai mudar as regras de concessão das aposentadorias, já faz os trabalhadores brasileiros correrem para os postos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar conseguir o benefício. Leia mais

Meus comentários:

Se fosse só no INSS estava bom.

A corrida também se dá no serviço público.

Porém, não tem nada que justifique esta corrida desenfreada.

Depois que começou o anúncio da temebrosa demolição da previdênciaeu escrevi alguns textos alertando sobre os cuidados a serem tomados pelos trabalhadores e especialmente por suas lideranças.

Escrevi sobre os mitos e verdades que tem nessa afirmação: "Corra para se aposentar antes que o seu direito seja desrespeitado".

Depois voltei a alertar que "o medo de morrer tem levado ao suicídio".

Alertei antes e reafirmei depois e reitero agora, que a tal "reforma" só vai alterar as regras para os que ainda estão na expectativa de obter direitos.

Não tem nada nela que fala em desrespeitar Direito AdquiridoO que tem lá é exatamente o contrário, a reforma prevê o respeito ao Direito Adquirido.

Então onde é que está o problema, porque tanta gente está desesperada?

O maior problema é a desinformação.

O outro problema é a confusão que se faz entre entre o que é direito, no sentido amplo da palavra, com o que é Direito Adquirido, no sentido jurídico.

Nenhuma das reformas, do FHC, Lula e Dilma, mexeram no que juridicamente de entende como Direito Adquirido.

Todas as reformas alteram as regras para a obtenção de direitos para aqueles que ainda não tinha Direito Adquirido.

As reformas deixaram intactos os direitos daqueles que já podiam se aposentar. 

Resumidamente:

Tem direito de se aposentar?

Se a sua resoposta for positiva, a minha orientação é: vá com calma, pois nesse caso, correr pode ser desastroso.

Se a resposta for negativa, ou seja, que ainda não tem direito de se aposentar, você não tem para onde correr. Não tem como se salvar sozinho.

Porque?

"Se correr o bicho come;

Se ficar o bicho pega; e,

Se esconder o bicho acha".

Então o que fazer?

Nos unirmos, pois, "se unir o bicho foge".

Lembrando que "catitú fora do bando é comida de onça". Ou seja, "a onça nunca pegou um catitú no meio do bando"

Quais são os riscos de se aposentar, já que eu tenho direito?

Se você já estava no "Melhor Momento de se Aposentar", nenhum.

Então onde é que está o risco?

O risco é você ter direito de se aposentar, mas ainda não ser o  "Melhor Momento de se Aposentar".

Não é sempre que o direito de aposentar acontece junto com o melhor momento de efetivar a aposentadoria.

Em muitos casos os prejuízos entre aposentar pela por uma regra ou outra, são enormes.

Como é isso?

Vou citar apenas um caso que analisei a semana passada.

A segurada, servidora pública, quer se aposentar logo porque está com medo de perder o direito dela após a promulgação da temebrosa.

O problema é que se ela se aposentar quando adquirir o primeiro direito, em março de 2017, o valor será de aproximadamente R$ 3.750,00.

E desde quando adquirir o direito de se aposentar é um problema?

Quando aguardar um pouco mais poderá lhe dar direito a uma aposentadoria com um valor bem maior.

O melhor momento para a segurada do nosso exemplo se aposentar, pelas regras atuais, será em abril de 2022, com R$ 8.300,00, que é o salário do cargo efetivo que ela ocupa no serviço público.

Ou seja, daqui a 5 anos a aposentadoria dela será bem maior e com paridade.

Porém, com a aprovação da temebrosa ela poderá se aposentar em março de 2018 com o mesmo valor e os mesmos direitos que se aposentaria em 2022.

O que eu eu estou querendo dizer com isso?

Que a reforma é boa?

Não! Definitivamente, não!

A reforma uma desgraça.

Melhor, isso não é uma reforma, é uma demolição.

E cada caso precisa ser analizado individualmente por um especialista no assunto.

O que eu quero dizer é que tem gente "correndo para se aposentar com medo de perder o seu direito" e vai acontecer exatamente o contrário, poderá deixar de adquirir o direito a uma aposentadoria melhor que essa que ele já tem o Direito Adquirido.

Leia também:

Aposentadoria proporcional é caixão e vela preta

Por apenas um dia o trabalhador(a) pode perder até 80% de sua aposentadoria.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 22:08
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A reforma da Previdência é mais grave do que parece

Seminário em Brasília coloca em perspectiva as propostas pelo governo de Michel Temer

Uma das primeiras medidas de Michel Temer ao assumir a Presidência da República, em maio de 2016, foi retirar do Ministério do Trabalho a Previdência Social e transformá-la em uma secretaria subordinada ao Ministério da Fazenda. O então governo interino deixava clara a sua concepção das aposentadorias: um problema financeiro, antes de tudo. Leia mais

Meus comentários:

Grave?

É GRAVÍSSIMO!

O movimento sindical está começando entender a profundidade da coisa.

E o que é melhor, começa a acertar o tom.

Começa a entender que não se trata de mais uma reforma, mas sim, de uma demolição.

Reforma:

substantivo feminino

1. ação ou efeito de reformar.

2. mudança introduzida em algo para fins de aprimoramento e obtenção de melhores resultados.

Demolição

substantivo feminino

1. ato ou efeito de demolir;

2. Demolição é sinônimo de: destruição, arrasamento, desmantelamento, demolimento. destruir, desmoronar, arrasar, derrocar, dilapidar, quebrar, esborralhar.

E é exatamente isso que se pretende com esse projeto.

Ou seja, Desmontar a Previdência.

Melhor, numa palavra: Privatizar

O seminário da ANAPAR, feito em parceria com a FENAE, que é a entidade de origem do atual presidente da ANAPAR, apontou o verdadeiro caráter dessa dita reforma.

Se o movimento sindical marchar nesse caminho que a ANAPAR aponta, o governo vai ter muita dificuldade, pois esta é a entidade que detém o maior conhecimento técnico sobre previdência e os seus dirigentes tem posição política clara e firme sobre o tema.

A ANAPAR foi gestada durante a reforma da previdência do FHC e foi criada oficialmente em 2001. Ela reúne a maioria dos dirigentes sindicais que estudam previdência.

Embora a ANAPAR seja uma entidade que tenha como sua principal finalidade a defesa dos participantes de fundos de pensão, os seus membros e dirigentes sempre estiveram na linha de frente da defesa da Previdência Pública. 

Por sorte, as duas entidades, ANAPAR e FENAE, já estão se movimentando a um bom tempo por conta de outros ataques aos direitos dos trabalhadores. A ANAPAR por conta do ataque aos fundos de pensão e a FENAE, por conta das ameaças de privatização da Caixa Econômica Federal - CEF.

Lembrando que o Jair Pedro Ferreira, atual presidente da FENAE, é o autor do artigo "Previdência e caricatura", que eu republiquei e comentei aqui no meu blog.

Também é importante lembrar que o "Comitê Nacional em Defesa das Empresas Estatais" que tem como bandeira: "Se é Publico, é Para Todos!" tem como principal liderança a Rita Serrano, que também é da FENAE e acabou de ser reeleita Representante dos Empregados no Conselho de Administração da CEF.

Eu conheço o Antônio Bráulio de Carvalho, presidente da ANAPAR, desde 07/1995 e tenho por ele muito respeito e admiração, pois é um defensor intransigente dos direitos dos trabalhadores.

Historicamente os bancários é uma das categorias que dão o tom para essa luta em defesa da Previdência Pública.

Esta categoria, os bancários, foram os primeiros trabalhadores a conquistarem a aposentadoria por tempo de serviço, sem a exigência de idade mínima, em 1957. Esse direito só se estendeu a todos os trabalhadores em 1962.

Os bancários também é uma categoria que produziu um grande número de estudiosos e defensores da Previdência Pública e dos Fundos de Pensão, como, Antônio Bráulio de Carvalho (presidente da ANAPAR), José Ricardo Sasseron (Ex-presidente da ANAPAR), Luiz Gushiken (patrono da criação da ANAPAR - in memorian), Luiz Antonio Castagha Maia (advogado - in memorian), Fernando Amaral (ANABB) Rui Brito (FAABB) e tantos outros.

Portanto, eu começo a ficar animado com o movimento sindical.

Agora, só falta resgatar o caráter histórico e de classe da Previdência Social.

Isso mesmo, não dá para discutir Previdência Social, sem lembrar que a sua gênese é a luta de classes, pois ela nasceu dentro deste contexto.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 13:30
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Atrocidades e falácias na previdência: idade, contribuição e parâmetros internacionais

Por: Henrique Júdice

A con­trar­re­forma pre­vi­den­ciária so­li­ci­tada pelo Fórum Na­ci­onal ao go­verno Temer, e por este ao Con­gresso, tem como eixo prin­cipal o con­di­ci­o­na­mento da apo­sen­ta­doria a 300 meses de con­tri­buição efe­tiva e à idade mí­nima de 65 anos.

Se for apro­vada: Leia mais

Meus comentários:

No meio de tantas "atrocidades e falácias" que são excretadas diariamente pelas penas amestradas e de aluguel, tem algumas coisas lúcidas e bem fundamentadas.

O texto acima é uma dessas raras exceções.

Portanto, recomendo a sua leitura.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 09:01
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Previdência e caricatura

Distorções prejudicam o debate sobre o sistema de aposentadorias

por: Jair Pedro Ferreira, na Carta Capital

A polarização em torno do debate sobre as mudanças sugeridas pelo governo para a Previdência tem deixado em segundo plano o que realmente importa. O sistema previdenciário deveria ser tratado como política de Estado e é necessário avaliar permanentemente o conjunto de benefícios, em lugar de eliminá-los, e sua forma de financiamento. O Estado poderia criar, por exemplo, um comitê com representantes de diversos segmentos da sociedade. Leia Mais

Meus comentários:

A visão do autor desse artigo é um ponto fora da curva.

Tem uma frase do autor que é primorosa, ela é melhor que 99% de tudo que se escreveu, com boa intenção, sobre esse tema.

E qual é a frase?

"não há déficit, mas necessidade de financiamento."

A frase é revolucionária, e revoluciona todo o debate. 

Jesus, você enlouqueceu?

Não! Eu não estou louco.

A questão é que a frase resume "drible da vaca" que o Jair dá ao debate.

Ele driblou esse debate do déficit e está de frente para o gol.

E o meu entendimento é de que esse é o verdadeiro debate.

É como se ele dissesse: então está bom, já que vocês afirmam que tem déficit, vamos arrumar financiamento.

Essa é a questão, ele saiu da armadilha, se está faltando recursos na Previdência Social, vamos conversar com a sociedade e ver onde arrumamos os recursos.

Se na previdência os recursos estão em falta, o que não falta é lugar onde eles são abundantes.

Na rubrica: "serviços da dívida" tem o dobro de recursos para remunerar bem menos gente que na rubrica: "Previdência Social".

Com uma grande diferença, enquanto os juros são para engordar quem já está obeso, a previdência é para a sobrevivência daqueles que trabalharam por toda uma vida criando riqueza que foi apropriada pelos detentores da "dívida pública".

E divida pública não é apenas a que está escriturada  na forma de "título público" e em poder dos agiotas.

A previdência social também é dívida pública.

Assim como é dívida pública a enorme dívida social que esse pais tem com os seus milhares de miseráveis.

Portanto, eu fiquei feliz de saber que tem dirigente da classe trabalhadora começando a apontar o caminho.

Que caminho ele aponta?

A luta!

Luta esta, que só pode ser vitoriosa se tiver claro algumas coisas, os comandantes saberem exatamente o terreno onde estão lutando, entender a estratégia do inimigo e, principalmente, conseguir transmitir tudo isso aos seus comandados.

É chegada a hora, não dá mais para tergiversar, é preciso dizer o que é que está acontecendo.

E afinal, o que é que está acontecendo?

Numa frase: o acirramento da luta de classes.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 13:30
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Presidente do STF suspende liminar do TJ-ES sobre RPPS

Suspensa decisão do TJ-ES que afastou norma sobre gestão do Regime de Previdência estadual


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu liminar deferida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) que havia afastado a eficácia de dispositivo da Lei Complementar estadual 282/2004, que estabelece o Instituto de Previdência dos Servidores do Espírito Santo (IPAJM) como unidade gestora única do Regime Próprio do estado. Ao decidir na Suspensão de Liminar (SL) 1044, a ministra destacou que a manutenção da cautelar poderia causar prejuízo à ordem e à economia públicas do estado. Leia mais


Meus comentários:


Quem não são familiarizados com esse tema, vai achar que é apenas mais uma decisão da Presidente do STF, mas não é.


Isso é resquício da Emenda Constitucional 41/03, a Reforma da Previdência do Lula.


Essa reforma fez duas coisas que algumas corporações de intocáveis no serviço público nunca engoliram.


Além de instituir o "Teto Constitucional no Serviço Público", no Artigo 37 da Constituição Federal CF, ela ainda introduziu o conceito de Unidade Gestora Única, ver parágrafo 20 do Artigo 40 da CF.


Esse é o cerne da decisão do TJ-ES que foi revogada pela Presidente do STJ. Decisão essa que também interessa ao TJ-ES a até aos ministros do STF.


Resumidamente, por este preceito constitucional de Unidade Gestora Única, nenhum órgão (Tribunais de Contas - TCEs e TCMs, e Ministério Público - MP) ou poderes (Tribunais de Justiça - TJs e Assembleias Legislativas - ALs) poderá ter suas próprias caixinhas de aposentadorias, que são fechadas a sete chaves e ninguém pode fiscalizar, ou seja, desde a reforma da previdência do Lula, não interessa o cargo, se promotor, desembargador, procurador auditor, médico, enfermeiro, gari ou professor, enfim, todos os servidores públicos, terão obrigatoriamente que ter a sua aposentadoria administrada pelo mesmo órgão gestor, que é a tal Unidade Gestora Única.


E o corporativismo desse povo acha isso simplesmente inaceitável.


Acham um absurdo, uma heresia, uma verdadeira afronta, esse fato de alguém ousar entender que eles também devem ser fiscalizados.


O motivo é simples, como se acham deuses, onde já se viu um simples mortal se atrever a fiscalizá-los.

 

E a Unidade Gestora Única é a garantia de que acontecerá o Corte de Tetoao menos depois de aposentados.

 

Eu sei o que é isso, pois fui dirigente da previdência estadual do Estado de Goiás e o assessorei o governo na criação da Goiásprev, que é a Unidade Gestora Única da previdência dos servidores públicos do Estado de Goiás.

 

 

E aqui em Goiás não é diferente do restante do Brasil, e Unidade Gestora Única continua gerindo apenas a dos servidores do executivo, pois os demais órgãos e poderes se recusam a abrirem mão de ter as suas caixinhas fechadas a sete chaves.


É que lá na caixinha deles, administrada por eles, vale tudo, desde a averbação de tempo de contribuição com base numa escritura de um imóvel rural em nome do seu pai, mesmo que no interior do Brasil, num estado diferente do que ele morava, incorporações das mais variadas verbas que eles "se auto se concede a si mesmos" (a redundância é proposital), e até o céu como limite remuneratório para pagamento de suas aposentadorias.


A farra em algumas dessas caixinhas tem coisas tão absurda que já se averbou como tempo de serviço rural, com base em uma escritura de um latifúndio no interior do Pará, em nome do pai do servidor, até de período em que este estava estudando fora do Brasil.


Em alguns casos os beneficiários nunca chegaram a ir na tal propriedade que serviu de base para tais averbações.


Portanto, a briga ai é dos marajás contra o "Teto Constitucional no Serviço Público".

 

Leia também:

 

Dieese: "Salário mínimo nominal e necessário" deveria ser de R$ 3.118,62



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 13:16
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A reforma da previdência e a "conta de padeiro"

"Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar"

(Bertold Brecht)*

Eu comecei a escrever vários artigos sobre essa malfadada reforma, mas não terminei nenhum deles, por vários motivos, mas o principal é, além da falta de tempo, a falta de paciência com a mediocridade que campeia solta nesse meio.

E falta de paciência não é só com a estupidez dos que defendem esta reforma, mas também por conta da competição que uma parte, significativa, dos que são contrários a reforma estão fazendo para serem ainda mais estúpidos do que os que tramaram o desmonte da previdência.

E o que me deixa ainda mais desanimado é o fato de ter muito sindicato endossando essas porcarias.

São coisas como esse viral do Whatsapp, abaixo, atribuído a um cientista político, que teve a "brilhante" ideia de fazer a seguinte "conta de padeiro":

__________________________________________________

Vamos ver se a Previdência  é realmente deficitária, vejamos: 

Salário mensal.............................R$ 880,00

Contribuição INSS....................... R$ 176,00 (patronal e empregado)

Aposentadoria Integral 35 anos.....420 meses

Pegando a contribuição mensal de R$ 176,00 e aplicando-se o rendimento da poupança de 0,68% Totaliza R$ 422.784,02.

Considerando-se a expectativa de vida em 75, e que em média o brasileiro se aposenta com 60 anos somente receberá a aposentadoria por 15 anos, porem o montante acumulado é suficiente para pagar 40 anos e 3 meses de salário equivalente a contribuição ou seja, segundo o cálculo feito, 880,00 mensal, sem contar rendimentos.

O trabalhador receberá de volta do governo R$ 158.400,00 no total, ou seja, 37,5% daquilo que lhe foi tomado pelo governo.

Engraçado que não vejo ninguém reclamando, resumindo:

Trabalhador PAGA:.....R$ 422.784,02

Trabalhador RECEBE: R$ 158.400,00

Que negócio, não?

Agora aumentando para 49 anos, o trabalhador acumulará, R$ 1.365.846,02 e receberá menos, pois terá mais tempo de contribuição e menos de gozo da aposentadoria.

Esses cálculos foram feitos pelo cientista político Itamar Portiolli de Oliveira, são reais e facilmente constatado em uma planilha, não são dados fictícios.

Quem pode compartilhar pra ajudar a chegar em todo o Brasil?

Vamos a luta!!

Não vamos deixar isso acontecer, vamos reclamar!! 

COMPARTILHEM

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A expressão "conta de padeiro" não é nenhuma ofensa a estes profissionais, a orígem está em outra expressão popular, a "dúzia de padeiro", que é inglesa, do século XVI, e que tinha outro significado, mas que hoje, na sua versão atual, significa: uma conta feita às pressas. sem maiores cuidado; e, sem nenhum rigor científico.

Que é o caso dos cálculos desse "viral", pois eles não tem nenhum amparo científico, exceto o da arrogância acadêmica, que quero acreditar que tenha sido emprestada indevidamente, pois os cientistas que se presam, não fazem isso, mas infelizmente tem um povo da academia que acredita que qualquer absurdo que ele escrever é científico, pelo simples fato de ter o título acadêmico de cientista.

Vejamos:

Como ele usa como premissa uma aposentadoria aos 60 anos de idade, com 35 anos de contribuição, um valor de base contributiva e de aposentadoria de R$ 880,00, trata-se de um poupador que começa a poupar aos 25 anos de idade.

Eu disse: "um poupador que começa a poupar aos 25 anos de idade".

Porque se ele tivesse analisado o caso de um segurado, teria considerado também os benefícios de risco.

Ele imaginou um poupador, que não vai adoecer, para receber auxílio acidente, que não vai se invalidar, para se aposentar por invalidez, e, também, não vai morrer para deixar pensão.

Não sabeuma coisa básica, que o INSS é: Instituto Nacional do Seguro Social.

Quem entende minimamente de Previdência Social, sabe que ela tem benefícios de risco e programáveis.

Benefícios de risco, são, minimamente, o auxílio acidente, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. E no caso do INSS tem ainda o Seguro Acidente do Trabalho - SAT.

Benefícios programáveis são, basicamente, aposentadoria por tempo de contribuição e por idade.

A ciência que precifica os valores de cada um desses benefícios é a atuária, a mesma que precifica os seguros de toda espécie, que incluem os planos de saúde.

Ou seja, isso não é calculado com esse simplismo de "conta de padeiro" que esse cidadão usou nos seus cálculos.

A começar pela alíquota "(patronal e empregado)" de 20%, pois alíquota patronal é de 20% e a do empregado vai de 8% a 11%, sendo que quem recebe apenas o mínimo é de 8%.

Enquanto que a contribuição facultativa é de 20%

Lembrando que tem a inclusão previdenciária, onde as alíquotas variam de 5% a 11%. 

Ainda tem as alíquotas patronais diferenciadas para as Micro e Pequenas Empresas, enquadradas no SIMPLES e no Super SIMPLES. 

Tem muito mais coisas nesse quesito: contribuição, mas paramos aqui.

Porém, nesta análise eu considerarei apenas as premissas que ele usou. 

Esse cálculo, de R$ 176,00, aplicado mensalmente, por 35 anos a um juro de 0,68% ao mês e se ter, ao final desse período de 35 anos, um valor de aproximadamente R$ 420.000,00, está correto. 

Olhando assim, isoladamente, parece que a conta é essa mesma. 

Porém, tem uma carrada de variáveis que ele desprezou, e espero que seja por desconhecimento, pois se foi o contrário, se escreveu isso sabendo que não é verdade, é, no mínimo, uma picaretagem. 

A primeira dessas premissas é considerar o rendimento da poupança, de 0,68% ao ano, como sendo Rentabilidade Real, quando ela é Rentabilidade Nominal.

Desse percentual é preciso retirar a inflação. E ao se fazer isso, esse valor cai, no mínimo, pela metade.

Para saber qual é o valor real, descontando a inflação, é preciso entender a diferença entre Rentabilidade Real e Rentabilidade Nominal.

Projeção de rentabilidade futura é para saber qual é a sua equivalência a "valor presente". dai o motivo de não poder colocar expectativa de inflação futura, pois se colocar a rentabilidade total, sem descontar a inflação, o valor é irreal.

Não é que que não tenha inflação, é que quando se faz essas projeções o que se precisa saber é quanto esse dinheiro terá, no futuro, de valor atual de compra, dai a importância de entender, no mínimo, como disse, a diferença entre Rentabilidade Real e Rentabilidade Nominal.

Outra coisa, conseguir, no longo prazo, uma rentabilidade real, descontada a inflação, de 0,68% é algo que está fora da realidade de mercado. 

Se esse "fazedô" de conta, tivesse um mínimo de noção de atuária, saberia o quanto custa no mercado um seguro de vida para garantir uma pensão vitalícia, em caso de morte e, ou, uma renda vitalícia, em caso de invalidez, e saberia que uma parte significativa desses R$ 176,00 de contribuição, que ele considera uma fortuna, seriam destinados a financiar os benefícios de risco.

Ele também não sabe a diferença entre expectativa de vida e expectativa de sobrevida.

Expectativa de vida é apenas ao nascer.

Expectativa de sobrevida é calculada em função de cada idade, que no caso dos brasileiros com 60 anos de idade é, no mínimo, 10 anos maior que esses 75 anos que ele usou como premissa.

Logo, quem acreditou nesses cálculos simplistas, "tomou veneno acreditando que era remédio". 

E aqueles que repassaram esta "coisa", acreditando que estava contribuindo na luta contra o desmonte da previdência, fez exatamente o contrário, "vendeu gato por lebre", e contribuiu para ajudar os privatistas, reforçando a ideia de que a solução é privatizar a previdência.

Portanto, quem fez esses cálculos pode estar a serviço do que a reforma se propõe, que é entregar esse serviço público ao mercado, mesmo que de forma muito inocente, mas é bom lembrar que "de boas intenções o inferno está ladrilhado" (Karl Marx).

* Esta poesia foi acrecentada ao texto em 09/01/2017 às 13h, por sugestão de um amigo que insiste em não aceitar os créditos pela idéia.



Escrito por Jesus Divino Barbosa de Souza às 13:12
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Jesus Divino

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Idiomas: Português e Espanhol

Este é um blog de Previdência dedicado aos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente, os empregados da CELG (Cia. Energética de Goiás) e os servidores públicos do Estado de Goiás, tem a finalidade de alertá-los de que a previdência não se resume apenas aos seus números, que vai muito além desse falso debate da existência, ou não, de déficit, que para se evitar os prejuízos ela precisa ser discutida resgatando o seu caráter de classe, ou seja, do ponto de vista das necessidades dos trabalhadores(as), enfocando a importância de se fazer um bom "Planejamento Previdenciário", baseado em premissas sólidas, sem os mitos que acompanham este tema, pois mais importante do que descobrir "Quando é que eu Posso me Aposentar", é preciso saber, principalmente, "Qual é o Melhor Momento de se Aposentar?"

 

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