É o GOIASPREV nascendo
Poucas vezes eu vi matérias de previdencia onde os jornalistas "pegasse o espírito da coisa" tão bem como estas moças. Ainda não tive oportunidade de parabeniza-las.
Jesus Divino
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Obs. Atualizei a Tabela do Fator Previdenciário.
Disponível em excel para consulta e download
no site da ELETRA: www.eletra.org.br
Sefaz debate previdência
Técnicos da Secretaria da Fazenda e movimento sindical de servidores debateram ontem (dia 18 de julho) criação da Goiasprev. Unidade gestora única é exigência constitucional. Secretário Jorcelino Braga (Sefaz) foi à reunião.
Previdência tem gestão única
Para não perder repasses de programas sociais, Sefaz deve concluir criação da Goiasprev até dia 18 de agosto.
A criação da Goiasprev foi discutida ontem entre os técnicos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e os integrantes do movimente sindical de servidores públicos estaduais. O secretário da Fazenda, Jorcelino Braga que apareceu de surpresa na reunião, disse que a previdência talvez seja hoje o principal problema do estado. Segundo ele, a unidade gestora única é uma exigência constitucional e foi intimação do Ministério da Previdência. “Goiás deve resolver o problema até 18 de agosto, nosso limite máximo”, afirmou. Esta foi a primeira reunião de muitas para que a comissão chegue a uma conclusão até o prazo previsto.
Caso o Estado não atenda à exigência, poderá perder o Certificado de Regularidade Previdenciário (CRP), que permite os repasses de todos os programas sociais. Braga explica que o órgão gestor de previdência, denominado Goiasprev, é uma instituição que está sendo estudada junto com todos os poderes, para que o Estado tenha um sistema de previdência saudável. “Que dê justiça a todo o sistema de previdência em Goiás, pelo menos pelo resto da vida.”
Sobre a gestão do Goiasprev, o secretário afirma que irá ficar na mão de quem precisa dirigir. “Que são os servidores do Estado de Goiás”, ressalta. Ele esclarece que tudo irá depender da elaboração do projeto. O que está se vislumbrando, diz, é que o número de pessoas vai ser indicado para o governador, Alcides Rodrigues, para que ele escolha os gestores. Braga deu início à reunião pedindo aos participantes para que indiquem representantes, dos poderes e do movimento sindical, para que juntos encontrem uma saída definitiva para a previdência do Estado.
O superintendente de Controle Interno da Sefaz, Sinomil Soares da Rocha, explica que, hoje, o Fundo de Previdência Estadual passou a ser administrado pela Sefaz e congrega apenas a administração das aposentadorias e pensões do Poder Executivo. “Portanto, não atende à exigência constitucional”, afirma.
De acordo com o superintendente, as conversações com os representantes dos poderes e também das entidades sindicais, representativas de todos os servidores, se iniciaram ontem, e já no mês de agosto será encaminhado para a Assembléia Legislativa o projeto de lei criando o órgão gestor.
Proposta
A Proposta do Executivo é a criação de uma autarquia. O assessor para Assuntos Previdenciários da Sefaz, Jesus Divino Barbosa de Souza, diz que o modelo foi elaborado por uma comissão e será discutido com representantes de todos os poderes e servidores. “Já é uma proposta, que por orientação do Secretário da Fazenda, é para ser democrática”, afirma.
A proposta é para que a Goiasprev seja composta por três diretorias: um diretor-presidente, um administrativo-financeiro e um diretor de previdência. Para Jesus, a grande diferença está no conselho deliberativo.
O Conselho Estadual de Previdência (CEP), que é órgão máximo de deliberação dessa autarquia, teria uma nova estrutura. O CEP é composto por seis membros do governo e cinco do movimento sindical. A sugestão seria seis membros do movimento e seis do governo, incluindo os Poderes Legislativo e Judiciário. A filosofia do novo modelo, segundo Jesus, seria “todo poder aos sovietes”, em que o CEP teria poderes especiais.
Formalização é desejo antigo.
Para o presidente do Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Sindifisco), Belmiro Rosa Borges, a unidade independente é positiva.
“O servidor vai saber como está sendo administrado o dinheiro da previdência, que é o que vai garantir o pagamento das nossas aposentadorias e pensões”, afirma. Para ele, o Ipasgo é visto como uma coisa só pelos servidores e a criação da Goiasprev vai dar independência na parte da previdência, que é o dinheiro que é arrecadado da folha dos servidores, para custear pensões e aposentadorias. “Hoje, a unidade junto com o Ipasgo Saúde confunde. São duas entidades distintas que devem ser separadas”, diz.
A efetivação da criação gestora única é uma reivindicação antiga do CEP, segundo o conselheiro Norval Barbosa. Ele explica que o fundo de previdência foi criado em 1988, por exigência constitucional, e deveria estar sendo capitalizado desde então. Segundo o conselheiro, os 11% descontados dos servidores e destinados às aposentadorias está na conta centralizadora do Estado.
Norval conta que, até no ano passado, existia um acompanhamento desses valores. “No entanto, sabemos que se for verificar, de fato, esse dinheiro existe de forma de papel e de crédito, e não depositado na conta separada como deveria estar”, afirma.
Edilaine pazini - da Editoria de economia
Fonte: diário da manhã 19.07.08
Autarquia deve gerir Previdência no Estado
O Estado de Goiás pode ter, até o mês que vem, uma Unidade Gestora Única de Previdência, composta por representantes dos servidores públicos e por membros dos três poderes do governo. A criação e as especificidades desta unidade, exigida pela Constituição Federal, foram debatidas ontem, numa reunião que contou com a presença do secretário estadual da Fazenda, Jorcelino Braga, de assessores da Secretaria Estadual da Fazenda e de membros de sindicatos representativos dos servidores.
Na abertura do encontro, Jorcelino Braga pediu a colaboração dos servidores para a estruturação e aprovação do projeto da unidade, elaborado por uma comissão da Sefaz. Ele destacou que esta unidade deve ser criada até 17 de janeiro, quando vence o Certificado de Regularidade Previdenciária. Caso não seja estruturada, o Estado ficaria em débito com a Previdência, sem condição de requerer qualquer tipo de investimentos sociais à União.
A proposta apresentada pelo Executivo começou a ser elaborada em janeiro deste ano. Um dos componentes da comissão, o assessor para Assuntos da Previdência da Sefaz Jesus Divino de Souza informou que o Executivo propõe a criação de uma autarquia composta por três diretorias ? presidência, diretoria administrativa e diretoria financeira. A unidade, acrescenta o assessor, seria gerida por um conselho deliberativo, nos mesmos moldes do existente atualmente Conselho Estadual de Previdência.
Pela proposta, o conselho deliberativo seria composto por seis integrantes do movimento sindical e por outros seis representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. "Propomos uma autarquia especial, com autonomia administrativa e financeira", destaca Jesus Divino.
Uma nova reunião para discutir a criação da Unidade Gestora Única da Previdência está agendada para terça-feira. Ontem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado de Goiás, Norval Barbosa, também componente do Conselho Estadual de Previdência, destacou que a proposta do Executivo representa ?uma semente? e que os servidores estão dispostos a discutir o assunto.
Norval Barbosa informou que os componentes do conselho há vários meses têm chamado a atenção de representantes do governo para a estruturação da unidade.
Maria José Silva - O Popular - 19.07.08
Fonte: O POPULAR