Congresso compra briga para reajustar aposentadorias
Projetos podem triplicar gastos da Previdência com auxílios
O Palácio do Planalto vai precisar mobilizar a base governista no Senado e na Câmara para evitar o aumento nos gastos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Três propostas estão engatilhadas para serem votadas e prometem elevar para 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país o gasto anual com aposentadorias, pensões e auxílios, que representa hoje cerca de 7,2%. A primeira matéria é o Projeto de Lei n° 58 de 2003 e vai ser colocada em votação na próxima quarta-feira. Um impacto de R$ 4 bilhões no Orçamento... continua
Meus comentários:
"Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."
Bertold Brecht
É muito difícil para muitos, não para mim, admitir que o ministro está cobertíssimo de razão.
O pior é que, nós nunca tivemos um ministro mais sério, que entendesse mais desse assunto e principalmente, que tivesse realmente mais compromisso com a previdência e consequentemente com os trabalhadores do que este.
Esta será mais uma vitória pírica*.
É uma pena, a maioria desses deputados estejam "jogando pra galera", estão mesmo preocupados é com a reeleição em 2010.
Outra coisa que me deixa triste é fato dos trabalhadores não conhecerem a história, pois se conhecessem saberiam que os "avanços" conquistado no início dos anos 60 com o fim da idade mínima, os levou a pagar caro nos anos 70, 80 e início dos anos 90, com os famosos expurgos inflacionários.
Saberiam também que a conquista do regime jurídico único em 1990, que simplesmente dobrou o número de aposentados no serviço público federal (eram aproximadamente 300 mil em 1991 e passou para 700 mil em 1993), foi que levou o governo a instituir contribuição previdenciária (eles não contribuíam para aposentar até esta data) em 1993 e propor uma reforma em 1995, que acabou sendo aprovada em no final de 1998.
Como "não existe cafezinho grátis", a conta dessa farra será apresentada posteriormente.
Portanto, vamos perder esta chance de ouro, que temos nesse momento, para fazermos uma reforma onde pudéssemos ajustar a previdência a nova realidade Brasileira.
Veja qual é minha proposta de reajuste das aposentadorias, aqui e sobre as alterações no fator previdenciário aqui, aqui e aqui.
*Vitória pírrica ou vitória de Pirro
1 - Vitória pírrica ou vitória de Pirro, é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.
Esta expressão tem origem em Pirro, general grego que, tendo vencido a Batalha de Ásculo contra os Romanos com um número considerável de baixas, ao receber os parabéns pela vitória tirada a ferros, teria dito, preocupado: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido."
Com efeito, Pirro tivera, além da Batalha de Ásculo, mais uma vitória parecida contra os Romanos, a Batalha de Heracleia. Embora os Romanos tivessem tido um número superior de baixas, era-lhes mais fácil recrutar mais homens e reorganizar o seu exército, algo impossível para o exército de Pirro, cujas baixas lhe dizimavam o exército irreparavelmente.
Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada a actividades como a economia, a política, a justiça, a literatura e o desporto para descrever uma luta similar, prejudicial para o vencedor.
Obtido em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_p%C3%ADrrica
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Dra. Silmara Londucci






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